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Domingo, 31 de Outubro de 2010

Capítulo Vinte e Três

Olá...

Muito bem aqui está o capítulo que vos prometi...

Eu sei que um pouco atrasada...e peço desculpa por isso...

Este capitulo é dedicado a todas as leitoras do blog...

 

Espero que gostem:) e bom Halloween .... muahahahah :)

 

 

Renesmee
 

A voz do meu pai, soava como naqueles filmes de terror, quando aparece o assassino. O medo tomou conta de mim. A esperança de voltar a ser feliz, desmoronou-se. O castelo de alegria que havia construído á poucos minutos ruiu com as palavras marcadas e fortes dele.

Com receio da sua fúria, escondi-me entre Rosalie e Emmett. Ambos abraçaram-me, como se fossem o meu escudo protector.

Só podia ouvir, os “Calma Edward.” da minha querida avó, e uma respiração falsa vinda da minha mãe.

Desviei-me rapidamente, e dirigi-me ao telefone. Só falaria alguma coisa com Jake aqui presente. Fora o nosso acordo. Além de não concordar muito, em expor o Jacob ao meu pai, quando ele é bem capaz de matar alguém.

  • Renesmee onde vais? Volta já para aqui, precisamos de falar.- anunciou o meu pai, de forma ríspida.

  • Só falo, quando o Jake estiver ao meu lado. Sem ele não falo.- finquei o pé no chão, como se estivesse a fazer uma birra de criança.E realmente estava a fazê-lo.

  • Renesmee...- repetiu ele.

  • Edward é melhor que o Jake esteja presente...afinal a culpa não foi só dela. - disse a minha mãe.

Os meus olhos, abriram instantaneamente. A minha mãe a defender-me? Estranho. Será que ela , se arrependera de tudo o que me fez passar, por causa de uma birra de criança?Mas isso não era o mais importante.

Com as palavras da minha mãe, ele acalmou-se e logo depois se sentou na poltrona branca que estava atrás dele.

Marquei rapidamente o número de telefone da casa dos Black. Só espero que ele esteja em casa.

Um toque.

Dois toques.

Três...

Quatro...

Quando estava prestes a desligar, uma voz rouca atendeu.

  • Estou, daqui fala Jacob Black.

  • Jake...é a Nessie...- disse desesperada.

  • Nessie? O que se passa? - questionava ele com o nervosismo a notar-se na sua voz.

  • Jake... ele...eles...descobriram...- as lágrimas de desespero, impediam-me de falar como devia. Os soluços estavam intercalados por cada palavra que tentava mencionar.

  • Descobriram? O quê?

Não respondi. Simplesmente, permaneci calada. Do outro lado, ouvia-se o respirar nervoso dele. Despertei quando a sua voz, voltou a sair pelo auscultador de telefone.

  • Nessie … não me digas que...

  • Sim Jake. Eles descobriram...tudo o que se passou entre nós. Por favor, ajuda-me. Eu sei que não tenho o direito de te pôr em risco...mas eu não vou conseguir nada do meu pai sozinha.

  • Meu amor...calma. Tudo se vai resolver. Eu vou imediatamente para aí. Cinco minutos. Não faças e nem digas nada antes de eu chegar.

  • Está bem - murmurei.

  • Beijo.

  • Beijo.

Os cinco minutos que o Jake disse que demoraria, transformaram-se em horas. Afastei-me da minha família, que me olhava atentamente. Mas o olhar que mais me magoou foi o do meu pai. Indiferença e decepção. Retirei os meus olhos dos dele, e apontei-os para o exterior da enorme parede de vidro.

Quando ao longe avistei, um enorme lobo, corri para a porta. Abri-a e saí a correr pelas escadas do hall de entrada. Impulsivamente, saltei para os braços de Jake, que já me esperavam.

Lentamente aproximamo-nos de mãos dadas, da porta. Antes de entrar, olhamo-nos, e o meu coração parecia totalmente feliz, por ter sentido o coração dele, que palpitava a uma velocidade enorme.

Entramos ainda com os olhos postos no chão. Parámos em frente á minha família e simultaneamente erguemos a cabeça.

  • Agora sim, podemos falar como pessoas civilizadas...- disse , frizando a palavra “civilizadas”.

A minha avó como a pessoa educada que é, mandou-nos sentar no sofá, de dois lugares, que por acaso estava de frente para a minha família toda.Sem ainda ter dito nada, as minhas lágrimas já tacteavam a minha face.

  • Renesmee...- começou o meu avô - conta-nos o que se passou.

Pigarreei antes de começar.

  • No primeiro fim-de-semana ... em que vocês ficaram fora. Eu estava no meu quarto....e....e senti o odor do Jake. Fui á janela e vi-o a ir-se embora....

  • Ela saltou, da janela e veio ter comigo. Matamos as saudades, que tínhamos...e depois aconteceu. - continuou Jake.

  • Á quanto tempo?- perguntou o meu pai.

  • Cerca de um mês - disse receosa.

O meu pai, levantou-se rapidamente e dirigiu-se para trás da poltrona. Colocou as suas mãos nos bolsos , das suas calças caqui, e olhou-me fixamente.

  • Então quer dizer...que tu – apontou -  andas-te a gozar com a nossa cara, durante um mês inteiro?

  • Não...claro que não- aprecei-me a dizer.- Eu só não contei...porque tinha medo que tu fizesses algo. Eu estava feliz, pai. Tinha o que queria, o Jake.

  • Estavas tu a rir-te da nossa cara...enquanto eu e a tua mãe, nos sentiamos os piores pais do mundo. Nos lamentávamos, a cada olhar de indeferença que tu nos enviavas...

  • Não...eu não...-tentei falar.

  • Fizeste-me ter inveja dos meus próprios irmãos. Pelos beijos e a abraços que tu lhe davas , e a mim um simples olhar de desprezo.

  • Mas...

  • Tu sofreste...admito que te fizemos sofrer muito. Mas Renesmee, o que tu fizeste...foi repugnante.

Aquelas palvras, açoitavam o meu pobre coração. O meu cérebro raciocinava agora, todo o mal que tinha feito para os meus pais. A cada pensamento o arrependento crescia e juntamente as lágrimas aumentavam. Tremia involuntariamente. Tremi ainda mais quando Jake começou a falar.

  • Edward... ela pode ter vos feito sofrer muito...mas não vos fez sofrer mais do que vocês fizeram a ela. Disso tenho eu a certeza...

  • O que sabes tu? Sabes...roubar a “pureza”da minha filha. -Resmungou o meu pai.

  • Por favor... estámos no século XXI sabes o que isso significa? - perguntou - Eu respondo. Significa que a tua filha já tem opção de escolha, do que faz ou deixa de fazer.

  • Ela só tem sete anos...

  • Não pai....- impus. - Eu tenho dezassete. Por favor põe isso na tua cabeça... eu tenho dezassete anos.

O meu pai desistiu. Achei um pouco estranho esse seu comportamento. Mas quando o vi a alcançar o seu lugar de forma violenta, o meu pensamento evaporou. Estava a achar bom demais.

  • Eu não vou permitir este amor... não vou. - gritou ele.

  • Edward calma... - pronunciou de nova a minha mãe.

  • É Edward a Bella tem razão...- disse a minha tia Alice.

  • Calma? Bella, como posso ter calma?

  • Edward...eu percebi que não vale apena lutar contra este amor.Porque só nos vai fazer sofrer, ela não aguentará e fará alguma coisa, para poder ficar com ele.

Agora, fiquei boquiaberta com as palavras dela. Aproximei-me dela e olhei-a nos olhos.

  • O que fizeste com a Bella... que não aceitava este namoro? Diz-me. - ela sorriu ao meu sarcasmo.

  • Filha...diz-me o que hei-de fazer, quando o amor de vocês é impossível de separar? Nada não podemos fazer nada.

  • Bella... -tentou o meu pai.

  • Edward nós passamos pelo mesmo, quando foste embora. Lembras-te de como foi a nossa vida quando estávamos separados. Eu entrei em depressão e tu quase morreste. Por isso não podemos fazer nada, contra eles. Aceita isso, e vamos ser uma família feliz como éramos antes destes acontecimentos. Por favor.

Toda a familia olhava, boquiaberta para a minha mãe. As lágrimas que haviam parado, caíam pela minha face. A esperança de ter uma vida feliz, voltou após as palvras dela. Não sei o que se passava com e minha mãe, mas ela suspreendeu-me imenso pelo lado positivo.

  • Por favor, pai. Eu estou arrependida de vos ter feito sofrido. Mas, não posso dizer que estou arrependida pelo que fiz com o Jake, porque não estou. É a minha vida... pai... não podes dizer o que devo ou não fazer. Eu cresci. A menina pequenina que chorava pelo teu colo, que mordia o Jake pela fome que tinha, que destruía os mais valiosos talheres da Esme...cresceu.Agora eu posso tomar as minhas decisões.- parei e olhei para toda a família, que me olhava estupefacta.- Mas claro pai, que precisarei da vossa ajuda, para concretizar os meus sonhos.E sei que poderei contar com a vossa ajuda...para tudo o que precisar.

  • Nessie... -sussurrou a minha avô, que soluçava, como se estivesse a chorar.

Sentei-me cansada, de tanto sofrimento e de tanta dor. As minhas lágrimas não paravam de cair. Agora nem mesmo os braços de Jake, me acalmavam. Eu queria outros braços. Queria os braços do meu pai.

Logo que pensei nisso, senti uns braços frios e duros como o mármore. Nesse momento,a minha dor amainou.Senti finalmente a aceitação do meu pai naquele abraço. Desviei-me dos seus ombros e fitei-o.

  • Filha … desculpa... tens razão...eu sou um pai super protector.Mas tens que perceber que faço isto para o teu bem querida. Porque tenho medo que te magoes. Mas vou ser sincero, ainda estou um pouco chateado por teres faltado a uma das condições...afinal ninguém falha uma condição feita com o Edward Cullen ...nem a tua mãe falhou...- em resposta ri-me. Dei-lhe um beijo e ele olhou para mim admirado.

  • Isto é o nosso acordo de paz.

  • Acordo feito. - disse ele com um sorriso.

Levantei-me e saltei de imediato para os braços de Jake. Beijei-o. Agora sim era um beijo. Em que não tínhamos medo de o dar.

Os nossos lábios tocavam-se graciosamente e as nossas mãos moviam-se pelos cabelos um do outro.

Mas claro, o que +e bom acaba sempre.

  • Hei, cachorrinho...tem calma com a nossa bonequinha. Acabas de quase ser assassinado pelo pai dela...e agora pões-te aqui aos beijões com ela... - ironizou Emmett.

  • EMMETT -dissemos todos.

 

 

 

 

estou : com sono :/
ouvi: Moonspell- night eternal
escrito: Drica às 01:32
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