origem
Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Capítulo Trinta e Oito

Algum tempo se passou e o meu dia-a-dia voltou a ser o que, anteriormente, era. A minha relação com o Jacob agora não se baseia apenas em beijos ou num envolvimento físico, mas numa relação repleta de amor, de descobertas- que deviam ter sido feitas já algum tempo. Descobertas de quem realmente somos e quem é a pessoa com quem partilhamos a nossa personalidade e os nossos dias. Em relação ao Darwin continuamos igualmente amigos, embora não tenha conversado com ele sobre o seu possível segredo. Jacob não concordava com o que decidi em relação ao Darwin, mas pelo menos faz um esforço para entender o meu ponto de vista.

Naquela semana houve uma reunião de família à qual Jacob também foi convocado. Não entendia quais eram as razões ou acontecimentos ditos perigosos para se fazer uma reunião de urgência.

- Um beijo pelos teus pensamentos. – disse Jacob , que estava sentado ao meu lado.

- Dou-te o beijo e os pensamentos. – respondi, ao encostar os meus lábios sobre os dele. – Estava a pensar qual a razão para a reunião de hoje à noite e o porquê da sua urgência. Sinceramente não entendo, estava tudo tão bem. Porque é que tem que haver algo a estragar tudo? Porquê?

Jacob aproximou-se e abraçou-me.

- Não te preocupes pequena, vais ver que não é nada de importante. E tudo estava bem e continua bem. – suspirou- Sabes que quando nos chateamos, comecei  a ver a nossa relação de outro ponto de vista, nós nunca percebemos que não nos conhecíamos –como adultos. Nunca percebi a tua teimosia, a tua exagerada compreensão para coisas mesquinhas e a tua alegria constante que é capaz de contagiar meio mundo, nunca percebi esses pormenores que são importantes em qualquer relação. Agora, eu posso dizer que te amo porque realmente consigo sentir esse sentimento.

Aquelas palavras de Jacob deixaram-me completamente muda. Não consegui arranjar qualquer resposta que estivesse à altura do que ele me tinha dito, porque tudo era verdade, nunca fomos capazes de parar para nos conhecermos como adultos, o que por consequência quase levou a nossa amizade e o nosso amor à ruina.

Já se fazia noite quando decidimos voltar para casa dos meus avós, para a tal reunião. Estavam todos sentados com o seu respectivo companheiro ao lado, todos em silêncio como se esperassem que a primeira palavra fosse dita.

- Qual o motivo para esta reunião? O que é que se passa? É algo de grave?-explodi, não aguentando a ansiedade.

- Tem calma Renesmee deixa o teu avô explicar tudo. – disse a minha mãe.

Todos desviaram o olhar para Carlisle para que pudesse iniciar a reunião.

- Vou ser rápido e directo. Eu e a Esme na última noite quando fomos caçar encontramos um excessivo número de cadáveres de animais no topo da montanha a poucos quilómetros da mansão. Questionei-me se seria algum vampiro que optasse também pelo nosso estilo de vida. Achei um pouco improvável , visto que o número de animais daria para alimentar a nossa família e não é normal vampiros nómadas andarem em grandes grupos.- suspirou, e sentou-se junto da minha avó- O que me leva a pensar, segundo a lenda que o Jacob me contou, que possa ser o…

- Não está a pensar que foi o Darwin, pois não? – perguntei rapidamente.

- Infelizmente, creio que essa seja a realidade querida. Não existe outra hipótese, nenhum vampiro nómada faria assim tanto “estrago”.

- Não entendo uma coisa, Carlisle. Qual problema deste acontecimento? Pelo menos foram animais e não humanos, sempre defendemos essa regra. Não entendo o porque de tanto alarme. – refutou Emmett.

- Já estava à espera dessa pergunta. O problema aqui é que já estão envolvidos os guardas florestais, pelo que me informei. E tenho a certeza que ninguém irá acreditar na história, de que foram mortos por qualquer outro animal.

A minha mente tentava imaginar Darwin na sua forma de lobisomem a atacar aqueles animais. Era um pouco estranha a sensação que se fez sentir, pois já deveria estar habituada em ver os animais a morrer por falta de sangue a correr-lhe nas veias. Mas aqui o problema não é o facto de haver animais mortos, e sim por a lenda que o Jacob contou ser verdade. Deveria ter sempre acreditado que era verdade, mas nunca consegui imaginar, Darwin que é tão simpático, inteligente e divertido, na forma de um enorme lobo que, supostamente devora qualquer coisa que lhe apareça à frente.

- Renesmee – chamou Carlisle- A única solução que me veio à mente é tentares trazer o Darwin cá a casa para que  eu e o teu pai possamos conversar com ele.

- E porque não eu?

- É muito perigoso, Renesmee. Não sabemos nada acerca deste ser vivo, os seus limites de paciência, o que o irrita, as suas defesas, tudo isso é uma incógnita. Nenhum de nós quer que corras qualquer tipo de risco. Entendido? – respondeu o meu pai.

Assenti. Amanhã mesmo faria com que Darwin viesse cá a casa, esta é a única forma de acabarmos com todas as dúvidas de vez, de colocarmos um ponto final nesta história.

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá! 

Bem gente, desculpem pela longa demora.

Mas não deu mesmo, situações complicadas, escola, computadores de descanso,..., e outras coisas.

Mas como hoje é Natal fiz um enorme esforço para vos dar um capítulo.

Beijinhos

Drica :)

escrito: Drica às 00:19
link do post | diz lá...o que pensas | o que disseram.... (3) | favorito

.quem sou?

.pesquisa...

 

.Abril 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.já escrevi

. Informações

. Capítulo Trinta e Oito

. Capítulo trinta e sete

. Capítulo trinta e seis

. Capítulo Trinta e Cinco

. Capítulo Trinta e Quatro

. Capítulo Trinta e Três

. Capítulo Trinta e Dois

. Primeiro Ano!

. Novo Visual

. Capítulo Trinta e Um

. Capítulo Trinta (parte 2)

. Capítulo Trinta (parte I)

. Capítulo Vinte e Nove

. Informações

.arquivos

. Abril 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010