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Domingo, 30 de Outubro de 2011

Capítulo trinta e sete

 

 

Aviso:

Pedia a todos os leitores, que por favor passassem neste blog. A Tammy deixou de escrever devido a assuntos pessoais , mas está de volta. E todos sabemos que começar é muito complicado, por isso, por favor passei lá! (https://blogs.sapo.pt/userinfo.bml?user=tammy_love )

 

 

 

 

 

Aquela questão deixou-me um quanto sobressaltada. Não me sentia, ainda, preparada para o enfrentar, queria poder ter mais tempo para cogitar nas palavras que lhe diria ou como reagiria a qualquer palavra que não quisesse ouvir.

- Concordo. – respondi rápido e prontamente para não demonstrar o nervosismo em que estava.

- Quando o podemos fazer? – questionou aproximando-se mais do meu corpo– Será que pode ser agora?

Engoli em seco. Queria responder um enorme “Sim” , mas uma palavra tão simples e tão fácil de se pronunciar, naquele momento, simplesmente não existia no meu vocabulário. A minha resposta limitou-se, apenas, a um aceno com a cabeça. Ele largou um pequeno sorriso. Jacob sabia que estava nervosa, ele podia sentir, ele podia ver através dos meus olhos o quanto ele tinha poder sobre mim.

- Acompanha-me. – disse. Assenti. Jacob caminhava ao meu lado em silêncio enquanto olhava unicamente para o local onde pousava os pés. Ao contrário do silêncio no carro, este aqui era pesado. Sinceramente, nunca pensei estar numa situação destas com o Jacob, sempre pensei em nós como “para sempre”, sem qualquer tipo de discussão. Mas a verdade é que a vida nem sempre é como nós planeamos.

Parámos no centro da floresta. À nossa volta a enormes árvores encobriam o céu, anteriormente pintado de cinzento, o silêncio antes sentido, era substituído pelo barulho da brisa a passar por entre as folhas. Os animais estavam irrequietos devido à enorme tempestade que se fez ontem.

- O que é que se passa? – começou Jacob, tirando-me dos meus devaneios. – Como podemos chegar a esta situação? Como? Será que me podes responder?

- Queres mesmo saber? – fiz uma pausa – Talvez por causa do nosso irritante orgulho ou da nossa mania de complicar o que é simples. Isto serve como resposta? Ele riu da minha suposta ironia.

- Renesmee sabes que não disse aquilo para te magoar, sabes perfeitamente que falo e ajo sem pensar nas consequências. Também, sei que isso não é desculpa, mas quando te vi com aquele…

- Com aquele… - incentivem.

- Tu sabes! Eu fiquei apavorado. Pensei na possibilidade de te magoares ao estares perto dele, na possibilidade de ele se exaltar e pronto.

- Talvez até tenhas razão. – parei um pouco – Sabes, Jacob, aqueles pressentimentos que nós temos, quando temos a certeza que aquela pessoa não é realmente o que contam ser? – ele apenas assentiu – Pronto, tenho esse pressentimento pelo Darwin. Tenho a certeza que se ele for lobisomem ou outro ser vivo sobrenatural não está aqui para magoar ninguém, mas sim para ter uma vida normal, assim como eu tento ter.

-Como podes ter tanta certeza disso? – perguntou levando as mãos ao cabelo.

Aproximei-me mais dele e olhei-o com o mais profundo olhar que alguma vez tinha dado.

- Porque eu sinto, porque eu confio no Darwin. Ele não é mau rapaz.

- Ele não é seguro para ti, Renesmee. – disse exaltado.

- E quem és tu para dizeres o que é seguro ou não? Tu podes a qualquer momento magoar-me ou matar-me, por fracções de segundo de descontrolo. Jacob olhou-me com os olhos marejados, afastando-se lentamente. Aquela cena afectou-me. Sentia-me um pouco culpada por ter dito o que disse, não o queria magoar, nunca fora a minha intenção, mas ele obrigava-me a isso.

- Sabes que não posso controlar e também sabes que nunca te magoaria. Sinceramente, Renesmee pensei que me conhecesses melhor, mas pelo que acabei de ouvir vejo que não.

- Desculpa, Jacob. – foi a única coisa que consegui dizer, antes da minha voz ser substituída pelos soluços que as lágrimas me causavam. Não sabia mais o que fazer para terminar com esta situação, apenas queria que acabasse de vez. Eu amo-o e isso ninguém poderia negar.

- Perdoa-me. – sussurrei – Eu amo-te demais, para te perder por uma coisa que não faz sentido. Nunca fez.

Não tive tempo de reagir, apenas senti os lábios de Jacob a esmagar os meus. Abri levemente os meus lábios dando passagem aos seus. Eles moviam-se como à muito tempo não o faziam. Era um beijo bruto devido às saudades acumuladas, suave devido ao amor que entre nós existe e quente devido ao desejo que pairava, naquele momento, sobre nós.

- Isto responde ao teu pedido? – perguntou, com um leve sorriso.

- Sim. – sussurrei – Desculpa, eu não queria magoar-te, não queria dizer aquilo. Mas por favor tenta compreender o meu lado, apenas te peço isso.

- Eu sei, Renesmee. – pensou um pouco, e logo disse – Vou tentar compreender, mas não te deixarei correr risco algum.

Abracei-o encostando a minha cabeça ao seu abdómen-coberto pela t-shirt preta-inspirando aquele odor que me deixava completamente inebriada. Procurei novamente os seus olhos para lhe dizer com toda a sinceridade.

- Amo-te Jacob Black.

 

Aqui está outro capítulo.

Espero que gostem.

Beijos :)

escrito: Drica às 14:41
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