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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Capítulo Trinta e Cinco

 

 

 

 

 

 

 

Jake olhava para mim com os olhos esbugalhados como se fosse um fantasma, o meu pai e Carlisle com o seu olhar sublime, tentavam esconder algo por de trás daquela cor de topázio. Jake tentava a todo o custo falar, mas apenas saiam pequenos sussurros que ninguém entendia.

-Sim… - comecei por dizer- Estou à espera!

Edward olhou para Carlisle e Jacob para, talvez, lhes pedir autorização para pelo menos uma vez na vida ser honesto para comigo. Tal como pensei, eles assentiram ao gesto do meu pai. A curiosidade apertava mais ao nível que o tempo passava, queria realmente saber o que se passava com Darwin para haver tantos segredos e para, finalmente, saber o porquê da implicância de Jake para com ele.

- Renesmee, é melhor sentares-te ao lado do Jacob. – pediu Edward, com o seu tom de voz mais calmo. Sem hesitar aproximei-me da cadeira junto á secretária de Carlisle e olhei para os três á espera de uma resposta. Estava a começar a enervar-me a sério com este silêncio e receio de me contar uma coisa, que talvez nem tenha importância nenhuma.

- Muito bem, minha querida. – disse Carlisle – Primeiro o que te vamos contar, ainda não temos a total certeza que seja verdade e segundo mantei a calma, por favor.

 Sem mais perca de tempo, Carlisle começou por explicar o que realmente se passava. Jacob olhava atentamente a cada reacção da minha. À medida que começava a assimilar os factos da história que achava um quanto assustadora, ficava cada vez mais surpresa e atónita. Poderia ser uma história ridícula que fora inventada apenas parar assustar as pessoas daquela época ou poderia ser uma realidade verdadeiramente apavorante, que me faria tomar medidas drásticas com Darwin.

 - Entendeste tudo, Renesmee? – perguntou Edward, tirando-me dos meus devaneios.

 - Sim, acho. – gaguejei, enquanto tentava por tudo em ordem na minha mente.

 Olhei para Jacob que mantinha os seus olhos postos em mim. Deveria perdoa-lo pela discussão que ele criou entre nós os dois? Talvez, afinal tinha uma boa razão para tal acto ou talvez não, pela desconfiança. Todos nós sabemos que uma relação pode estar repleta de amor mas não existindo a chave de tudo, a confiança, não se consegue seguir em frente.

 Sentia a minha cabeça a latejar de tantas coisas a acontecer ao mesmo tempo. A descoberta de que Darwin poderia ter genes de um dos mais perigosos lobos de todos os tempos, a feia discussão que tive com Jacob no dia anterior e o facto de esconder á minha melhor amiga o que realmente sou. Parece uma infantilidade achar isto muita coisa para uma pessoa só, talvez até seja, mas não para uma rapariga sobrenatural de sete anos de idade.

Apercebi-me de um fio de água a percorrer o meu rosto, provando a minha fragilidade a este mundo sobrenatural na qual nasci. Levantei-me e rapidamente saí pela porta do escritório, deixando cair lágrimas de desespero, lágrimas de confusão e lágrimas de cansaço. Saí pela janela do meu quarto, correndo sem nenhuma rota planeada na minha mente. Corria apenas por correr. Faz-me sentir viva, uma coisa que metade de mim não estava, ajuda-me a pensar e a encontrar respostas para todas as minhas perguntas. Não sabia o que iria fazer com esta notícia que ainda me assombra um pouco, não sabia o que fazer em relação ao Jacob. Não sabia nada.

 

Passei algumas horas a vaguear e apenas voltei para casa quando vi os últimos raios de sol a esconder-se por de trás da montanha. Entrei calmamente pela porta da frente em direcção ao quarto. Senti nove pares de olhos a pousarem sobre mim e parei. - Boa-noite e até manhã – disse, começando a andar novamente para o quarto.

As lágrimas que haviam cessado algum tempo atrás, voltaram com toda a força. Entrei no quarto e atirei-me sob a cama. Queria esquecer o assunto do Darwin por uns momentos, mas não estava a conseguir faze-lo, pelo menos sabia o que fazer amanhã quando estivesse com ele. Mas em relação ao Jacob, realmente não sei o que faça. Amo-o demasiado para ficar afastada mas em contradição estou magoada por ele não ter confiado em mim.

- Querida! – chamou a minha mãe – Posso entrar?

- Podes, mãe. – respondi num sussurro.

Senti o seu peso do lado contrário ao que estava deitada. Encostei-me ao seu corpo, sentindo uma segurança que só as mães nos podem dar.

 - Renesmee, podes-me contar o que se passa? – perguntou cautelosamente.

 Respirei fundo para acalmar as lágrimas que ateimavam cair e comecei por dizer:

 - Sabes o que é ter várias coisas, mesmo elas insignificantes, a caírem aos teus pés e tu não sabes como reagir ou o que fazer? – respondi com uma pergunta.

- Sei e muito bem. Recordo-me vagamente que quando ainda era humana isso era constante na minha vida. Felizmente, consegui arranjar maneira de resolver tudo, com o seu tempo, mas consegui. – respondeu, enquanto me afagava os cabelos.

 Rodei sobre o meu corpo ficando de frente para a minha mãe que formou um leve sorriso entre os seus lábios, ao perceber que eu iria falar.

- Estou tão confusa, mãe. Em relação ao que fazer com o Jacob, sinto que devo dar algum tempo, mas tenho medo que ele depois não queira nada comigo. – falei enquanto a olhava atentamente.

 - Sabes filha, muita das vezes temos que ver os dois lados das coisas. – ao perceber a minha confusão continuou - Põe-te no lugar dele. Se por acaso o Jacob tivesse conhecido uma rapariga nova e tu soubesses que ela tinha uma coisa grave a esconder. Tu deixarias ele falar ou até mesmo aproximar-se dela?

Percebi o que a minha mãe queria dizer. Talvez estivesse a ser um pouco egoísta e injusta para com ele. Mas mesmo assim sinto que ele não confiou em mim e eu sei proteger-me a mim própria.

- Eu entendo perfeitamente mãe. Mas ele não confiou em mim, não confiou eu sinto isso. Não foi só por o Darwin supostamente ter esse tal gene, mas ele teve ciúmes mãe. Não entendo, o porquê. Ele sabe muito bem o quanto eu o amo seria incapaz de ficar com alguém que não ele.

- Também entendo o teu lado, minha querida. Eu apenas te posso dizer uma coisa: Segue o teu coração e não a razão. E sabes que se precisares de alguma coisa vens falar comigo. – disse ao levantar-se da cama. – Agora vai tomar um banho e descansa, amanhã é um novo dia.

Assenti e dirigi-me para a casa-de-banho. Enquanto sentia a água a cair sobre o meu corpo, cogitava nas palavras da minha mãe. Bella tinha razão, deveria esclarecer isto vendo os dois lados, só assim seria justo para mim e para Jake.

 

 

Espero que tenham gostado!

Sinceramente estou receio, mas pronto!

Por favor, comentei, estou a ficar desanimada sem comentários.

escrito: Drica às 18:36
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