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Domingo, 21 de Agosto de 2011

Capítulo Trinta e Dois

 

            

           No final do dia, a caminho de casa pairava no carro um silêncio que não era muito normal. Sentia um ambiente um quanto pesado, para começar a falar de qualquer assunto, com Jake.

           Queria falar sobre o que se passou hoje na escola, questiona-lo sobre o porquê daquela reacção exagerada da parte dele. Afinal a personalidade de uma pessoa não se avalia pelo seu nome, mas sim pelo que realmente demonstra ser. E ao que me parece ele é muito simpático e alegre para com os seus colegas.

            Senti o carro parar e raparei que havíamos chegado á casa dos meus avós. Jake olhava através do vidro da frente para o exterior, sem nem uma palavra me dizer. Podia sentir o quanto o seu corpo estava tenso e o quanto ele me queria falar, mas o seu orgulho era superior. Sem olhar para ele, abri a porta e saí. A caminho das escadas, senti uma mão a puxar-me pelo braço bruscamente.

            - Nessie…- sussurrou.

            - Resolveste falar agora? –Ironizei.

            - Desculpa, eu sei que não tenho o direito de julgar ninguém, pelo menos alguém que eu não conheço. – Com o seu dedo, pressionou o meu queixo de forma a olhar nos seus olhos – Por favor, perdoa-me. Eu sei que odeias quando faço isto, mas eu não consigo confiar nesse rapaz.

            - Perdoe-te, mas só desta vez. E Jake não tens que ser amigo dele, eu não te peço isso, e nunca te obrigaria a isso, mas por favor tenta ser mais educado. Hoje passaste o nível do ser com menos educação de todo o planeta.

            Sem contar os lábios de Jake pousaram sobre os meus, embora estivesse um pouco desiludida com ele, não pude parar aquele beijo que tanto esperei hoje. Os nossos lábios movimentavam-se com sofreguidão, a sua mão pousou sobre as minhas costas, enquanto a outra me pressionava mais contra si. As nossas respirações estavam mais ofegantes que nunca, fazendo-nos parar aquela maravilha de beijo.

            - Estou perdoado? – Brincou.

            - Hum, não sei. Talvez se me brindares com outro beijo eu pense no teu caso.

            E mais uma vez nos entregamos a um momento nosso, em que tudo que se encontrava em nosso redor desaparecia.

            - Nessie, amanhã estarei aqui para
irmos para a escola, se assim o quiseres. – Disse Jake.

            - Claro que quero seu tolo. Era melhor se ficasses já aqui, mas acho que o meu pai, não acharia muita piada. – sussurrei junto ao seu ouvido.

            - Amor, não me tentes – Brincou - Sabes bem que estás a falar para um lobo.

            - Um lobo? – Questionei – Pensei que eras mais um cordeirinho. – Gargalhei.

            De um momento para o outro senti os lábios de Jake a esmagar os meus. As suas mãos agora percorriam o meu corpo como se o estivesse a conhecer. Os seus lábios abandonaram os meus descendo pelo meu pescoço, involuntariamente levantei um pouco a cabeça, fazendo com que ele estivesse mais disponível. Gemi, com o contacto da minha pele contra os seus lábios. Algum tempo, depois para minha infelicidade ouvi um pigarreio atrás de nós. Viramo-nos envergonhados e olhamos para a miniatura que é a minha tia Alice.            

            - Meninos eu sei que vocês são jovens, mas por amor da santa sejam mais discretos – resmungou. – Uma menina de família, a ter este comportamento á frente da porta de casa. Que falta de classe.

             - Mas tia…- tentei – Desculpa, Alice.

             - Não tens que pedir desculpa – sorriu- Queria apenas pregar-vos um susto. Mas se fosse o Edward, Nessie, não seria assim. Por isso meninos, tentem-se controlar.

             - Sim senhora, Alice – dissemos os dois em uníssono.

 

             Naquela manhã havia acordado com uma boa disposição, apesar da pequena discussão do dia anterior com o Jake. Que para mim o tema continua ser algo indiscutível. Enquanto me preparava ouvi uns certos sussurros a cozinha, uma voz melodiosa com uma pitada de grave só poderia ser Jake. Desci as escadas e andei apressadamente até à cozinha, onde o vi sentado de costas para a porta a tomar o seu pequeno-almoço.

             - Bom-dia, Jake! – sussurrei junto ao seu ouvido – Dormiu bem, o senhor?

             - Bom-dia, princesa. E dormiria melhor se estivesses ao meu lado. – sussurrou.

             Senti a minha face a ruborizar. Nunca me iria sentir preparada para ouvir uma resposta deste “calibre”. Sempre achei e ainda acho que tudo isto é um sonho, que tudo o que nos está acontecer é algo que não existe, como um conto de fadas. Sinto que tudo o que temos é algo que já estava predestinado. Se não fosse a impressão, seria outra coisa qualquer.

             - Amor, está tudo bem? – perguntou, tocando ao de leve os seus dedos sobre a minha face.

             - Sim, claro que está! – respondi prontamente. – Apenas estava a cogitar sobre tudo o que nos tem acontecido. Pensamentos sem importância, não te preocupes.

             Jacob levantou-se ficando de frente para mim.

             - Quando vais perceber que tudo o que se passa nessa cabecinha – bateu levemente com os seus dedos na minha cabeça – É e sempre será
importante para mim?

             - Eu sei Jacob! E é por isso que eu te amo. – abracei-o.

             - Também eu princesa, também eu. Mas agora deixemo-nos disto, porque se não vamos chegar atrasados às aulas, e acho que o teu querido pai não gostaria da ideia.

             - Tens toda a razão Black – disse o meu pai, enquanto entrava na cozinha acompanhado pela minha mãe.

             - Bom-dia senhor e senhora Cullen! – brinquei, enquanto caminhava para os abraçar.

             - Bom-dia querida - responderam os dois.

            Neste momento arrependo-me um pouco da maneira como tratei os meus pais. Fui a pessoa mais insensível deste mundo, uma pessoa que nem o direito tinha de estar abraçada a eles neste momento.

            - Renesmee – começou a minha mãe – É melhor ires se não vais-te atrasar, querida.

            Peguei na bolsa que estava sobre a mesa e coloquei-a por cima do meu ombro. Aproximei-me dos meus pais e dei um beijo na face de cada um dirigindo-me logo de seguida, com a mão junta á de Jake, para o carro dele.

            - Pronta para mais um dia de aulas? – falou Jake, tentando começar algum assunto.

            - Sempre. – respondi temerosa.

            Posso estar redondamente enganada, mas tenho um pressentimento que hoje é daqueles dias, em que eu ficaria bem melhor se estivesse em casa.

 

 

 

Vocês devem pensar, wouhh estás viva! Desculpem a minha ausência, mas houveram imensos contratempos.

Espero que tenham gostado, visto que não está nada de especial.

E comentem please...

Beijinhos, +.+

 

 

escrito: Drica às 00:25
link do post | favorito
De Cate J. a 21 de Agosto de 2011 às 14:00
Olá! Sim acabou, já tenho saudades do meu Jace :/
Eu mando-te os links dos capítulos anteriores, eu não fiz aquela lista dos capítulos todos, ainda vou fazer mas tenho preguiça x)
yay mais uma leitora xD até agora tenho poucos, não sei porquê :x no prefácio disseram-me que iam ler e agora não comentam :c
eu acho que demoraste :o mas a culpa não foi tua x)


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